Os dias que se vão…

 

Guns n’ Roses – Patience

Às vezes a vida é como aquele guarda-chuva que você segura em dias de chuva e ventania, que foge da sua mão e você precisa sair correndo atrás para conseguir ter de volta.

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Belchior – Apenas Um Rapaz Latino-Americano

A vida é a aranha que tece a teia e envolve a vítima num manto pegajoso de beleza e agonia, aguardando o momento apropriado para devorá-la.
E eu sou a vítima que, encantada com o brilho da teia, caminho em sua direção para tocá-la, ignorante que vou de encontro ao meu fim.

Untitled

Mars Volta – The Widow

Escuro e frio…a ainda desnorteada percepção acusa aos meus sentidos que me encontro em meio aos meus piores medos. Já erguida, cedo ao instinto de fuga. À minha frente, os labirintos se convergem no ponto alto da torre. Toda a corrida, todo o esforço trouxe-me a felicidade de encontrar-me numa masmorra, espaços limitados, perceptíveis, como há muito eu não via. Sorrio ao ver dolorosamente a claridade à minha frente, agora posso observar a gigantesca distância que me afasta do que anseio e visualizo o mundo em quadrinhos coloridos, em formas substanciais, em movimentos infindos. O sol se pondo do outro lado da janela, sinto meu corpo se resfriando…*

* ainda incompleto.

O olho que tudo vê

Lifehouse – Hanging By A Moment

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Essa noite a “amiga” Insônia me fez uma visita e veio acompanhada da Tristeza (eu nem sabia que as duas se conheciam). Já entraram no quarto, sentaram-se na cama e começaram a falar de assuntos diversos, os quais eu conhecia bem. Eu não participei do diálogo e, por vezes, me vi distraída, pensando no que eu poderia estar fazendo se elas não estivessem ali. Mas, volta e meia, alguma palavra ou risada de uma das duas voltava meus olhos e meus pensamentos para aquela conversa animada. Tristeza gosta sempre de lembrar velhas histórias e falar de pessoas que não estão presentes e, Insônia, ouve tudo atentamente, saboreando cada acontecimento, o que faz delas, uma dupla dinâmica (“a que tudo fala” e “a que tudo ouve”). E eu? Eu sou apenas “a que tudo vê”.

Será que se eu fechar os olhos e desejar, ardentemente, elas desaparecerão instantaneamente da minha frente? Tentar não custa nada, embora eu saiba que, no fim, vou mesmo é manter a luz acesa e despejar uma torrente de palavras no papel branco à minha frente, esperando que, no fim, ele não fique molhado, já que será difícil distinguir as letras depois.