Every beat of my heart tears me further apart

♫ Chris Cornell – Wave Goodbye

Hoje, aqui na minha cidade, um empresário muito bem-sucedido suicidou-se pulando do 10º andar de seu luxuoso apartamento e, entre as incontáveis perguntas que fazemos, a primeira é “Por quê?”
Saúde, uma casa para morar, comida, família, dinheiro, amigos, um amor correspondido… você pode ter todas essas coisas juntas ou apenas algumas delas. Mas, um dia, algo se quebra por dentro e você começar a ver tudo de forma diferente, fica cansado da sua vida porque tudo parece tedioso, difícil, problemático e parece que não há mais respostas, saídas, escolhas. O que é que mudou? De onde vem esse clique que transforma tudo? Será que não valorizamos suficientemente tudo o que temos? Ficamos ambiciosos demais?
O que pode ser tão doloroso que chega a roubar nossas forças e nosso ímpeto de viver? Quando a vida deixa de ser prazerosa para se tornar um fardo? Como ter a mesma rotina e ainda conseguir senti-la e fazê-la diferente todos os dias? Como transformar o modo como enxergamos o que está à nossa volta?
E o suicídio, por que choca tanto? É um ato de coragem? Ou de covardia? Quem pode dizer que os motivos que levam uma pessoa a chegar a este ponto não são justificáveis? Quais são os parâmetros de comparação para dizer quais problemas (coração partido, solidão, falta de dinheiro etc) são suportáveis, ou não, para uma pessoa?
Eu não posso responder a estas questões. Acho, inclusive, que para 6 bilhões de pessoas há, pelo menos, 6 bilhões de argumentos.
Mas, e você, que motivos tem pra viver?

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