“Have you ever tried sleeping with a broken heart? Well, you could try sleeping in my bed”

♫ Third Eye Blind – How’s It Going to Be

Um coração pode ser arrebatado em qualquer momento da vida. E pode ser partido também, acredite. Seja você jovem ou muito experiente. Até porque cada amor é sempre um novo amor, uma relação diferente, com uma pessoa diferente. Depois que você se entrega tudo é tão incerto quanto pular de um precipício: enquanto você se delicia com o voo não se dá conta de como vai ser a queda – suave ou brusca.
Hoje uma amiga veio contar como está sofrendo com a separação de um casamento de 7 anos com um estrangeiro. Disse que já chorou muito, embora tenha sido melhor que as coisas tivessem terminado. Eu já sofri assim também e nesse mesmo instante tantas outras pessoas estão passando pela mesma situação.
Já que evitar o sofrimento é tarefa muito difícil (afinal, todo mundo sabe que nada rima melhor com “amor” do que “dor”), o jeito é encarar a situação e seguir em frente. Claro que os primeiros dias são os mais difíceis e, por isso, os mais prováveis para se cometer atitudes impulsivas (ir atrás da pessoa, beber e ligar pra dizer qualquer coisa, ou até algo pior). É nessa hora que se conta com o apoio dos amigos. Além disso, é preciso manter a mente ocupada com outras atividades do dia-a-dia. Tempo ocioso = ficar pensando nele/nela. Uma coisa que funciona muito bem é evitar o contato por email, telefone e até visual, se possível (evite também vasculhar o orkut e twitter da pessoa, é sofrimento desnecessário). Guardar fotos e pertences que tragam lembranças são uma boa opção (eu não sou tão radical a ponto de rasgar e/ou queimar tudo).
E assim, os dias passam, a dor vai diminuindo até que um dia, sem perceber, você pode se lembrar daquela pessoa “ex-amada” sem nenhum sentimento ruim envolvido. Só como uma história que você conhece de um livro antigo.