É o que eu acho.

♫ Juanes & Nelly Furtado – Fotografia

É tão bom resolver pendências! Sensação de dever cumprido. Parece que são itens a menos  na lista interminável da vida. Mandei todos os emails que queria mandar, respondi os scraps, comprei coisas que faltavam em casa. Só restam 8.947.846 coisas até o fim do ano. E ainda não cumpri os dois primeiros e mais importantes itens para este ano.

Comentário fútil do dia: Como eu pude viver até hoje sem um porta-cartões? É uma invenção sensacional, igual ao ralo giratório de banheiro.

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Da série: o sonho não acabou

♫ JJ Lin – Always Online

Outro dia sonhei que atravessava o Canal da Mancha. Tudo bem que ele tinha uns 562 km a menos que o real, mas foi emocionante atravessar aquela ponte assim mesmo. Sim, eu disse ponte,  é que  no sonho o canal tinha uns 5 metros, com essa distância dá pra fazer uma ponte, oras. O sonho é meu e posso me apropriar do canal do jeito que eu quiser. 😛
A grande dúvida é: sonhar com o Canal da Mancha significa o quê? Freud  interpreta?

É mera coincidência?

♫ George Michael – One More Try

Sempre achei a “coincidência” algo instigante demais. Já parou pra pensar em quantas coisas precisam acontecer para você, por exemplo,  encontrar “coincidentemente” aquele amigo na rua? Pois então pense, através de uns exemplos da minha vida:

Aconteceu um caso engraçado comigo. Estava em Copacabana, deitada na areia, tomando sol, tranquila da vida, daí vejo passar uns dois metros à frente,  um amigo meu aqui da minha cidade, que não via há tempos, eu nem sabia que ele estava no Rio. Na hora, fiquei tão surpresa que até esqueci o nome dele e não pude chamá-lo pra bater papo. Mas olhei as horas pra me lembrar de contar depois que o tinha visto. Dali a meia hora, eu ainda deitada na areia, ouço umas vozes se aproximando, olhei pra cima e era o meu amigo voltando!  Só que dessa vez, passou bem do meu lado, quando olhei pra cima, ele olhou pra baixo e fizemos aquela cara de “Você!!! Aqui???”.
Agora observe os detalhes, note como foi o encontro: ele estava como turista no Rio, que é uma cidade bem grande, com milhões de lugares pra visitar mas, naquele momento, estávamos na mesma praia, mesmo assim, ele poderia estar em outro ponto, ou andando no calçadão, mas não, primeiro ele passa bem na minha frente (se eu estivesse olhando para outra direção nem o teria visto), depois ele volta passando justamente ao meu lado. Ele poderia ter seguido para Ipanema ou ter voltado por outra rua do bairro e, nesse caso, não nos veríamos, só que foi bem próximo a mim e nos olhamos no mesmo instante. Entretanto, aqui na nossa cidade,  nunca nos encontramos assim. Quando nos falamos pelo msn eu sempre brinco: “E aí? Vamos marcar um encontro em Copacabana de novo?”

Outro caso foi assim: eu estava saindo da faculdade e indo com mais duas amigas (Lu e Gi) pra casa de uma delas (a Lu). Paramos na calçada esperando o sinal fechar para atravessar a rua. Neste exato instante, o pai da Gi, que é caminhoneiro,  passa pela rua no caminhão dele e a vê ali.  A Gi, claro, ficou morrendo de medo de levar bronca em casa porque ele não sabia que ela estaria ali, pois àquela hora deveria estar em casa.
Mas vamos analisar a situação: oras, ele é um caminhoneiro, pense em quantos lugares do Brasil ele poderia estar naquele momento, em milhares de outras estradas, ou mesmo em qualquer outra avenida da cidade. Mas ele estava passando na rua, justamente no instante em que a filha estava ali. E ele poderia também ter passado horas antes, ou minutos depois, que seja, e assim, não teria visto a Gi. Mas ele passou no exato minuto em que estávamos ali.
Quem explica essas coisas?

Palhaçada pouca é bobagem

♫ Paul McCartney – Hope of Deliverance

palhaco-brasil

Outro dia  soube que um conhecido está fazendo um curso de teatro para se tornar palhaço. Não sei, achei desnecessário, porque brasileiro, quando nasce, já ganha, na maternidade,  uma bola vermelha para usar no nariz.

Ou é isso ou é aquilo que dizia a frase-tema do disco de uma banda chamada Virna Lisi: “Se desce a lona vira circo, se cerca vira hospício”. De louco e de palhaço todo brasileiro tem um pouco.

If wishes came true…

♫ Michael Bublé – Home

Quantas vezes não dizemos a frase: “Podiam inventar isso….” ou “Podia existir aquilo…”. Estamos sempre esperando que façam alguma coisa que facilite nossas vidas. Mas não quero abordar exatamente o nosso marasmo ou falta de iniciativa. Quero falar de alguns desses desejos que se realizaram.

Quando estava na escola, eu gostava bastante de ler, mas cansei de ouvir colegas dizendo: “Podiam lançar livros que a gente ouvisse ao invés de ler.” Era engraçado imaginar isso. Ouvir uma fita (sou da época da fita cassete) ou um cd com alguém contando a história de um livro. Qual não foi minha surpresa ao entrar no site de uma livraria famosa e dar de cara com o tal do “Audiolivro”! Que coisa louca! Não sei se eu seria uma adepta dessa inovação, acho que a narração traz uma entonação e um tempo diferente do que a gente tem quando lê. Mas acho válido, para quem tem pouco tempo para a leitura.

Outra situação: por morar numa cidade quente à beça e viver à base de filtro bloqueador solar (que aliás, custa caro para um produto de uso contínuo) eu ficava pensando: acho que o governo devia distribuir gratuitamente filtro solar à população, assim como faz com camisinha, pílula anticoncepcional entre outros, afinal, essa distribuição sai mais barata aos cofres públicos do que o tratamento das pessoas com câncer de pele. E foi um espanto ler essa notícia: Projeto prevê distribuição gratuita de protetores solares para o combate ao câncer de pele . Espero ainda estar viva para ver isso acontecer.