A carapuça serve?

Norah Jones – What Am I To You?

Nunca tinha notado como é sublime o Soneto da Separação de Vinícius de Morais. Quem nunca se sentiu um pouco assim ao término de uma relação?

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente

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A Conspiração dos Dentistas

Cídia e Dan – Ain’t No Mountain High Enough

As pessoas têm todo tipo de “Teoria” de Conspiração (ou hipóteses, na verdade): a de que o homem nunca foi à Lua, a de que empresas privadas de segurança financiam o tráfico e a violência, enfim, se você é um ser pensante você também tem a sua “teoria” sobre alguma coisa.

Uma das minhas “teorias” é a de que os dentistas conspiram em seu próprio benefício no Dia das Crianças, financiando todas aquelas balas, pirulitos e chicletes que são distribuídos na rua neste dia. Aliás, em qualquer data festiva que envolva crianças, você vê alguém vestido de palhaço com um saco cheio de balas. Provavelmente a Associação de Dentistas promove essa distribuição, visando o retorno financeiro que isso traz. Eu sempre me pergunto: esse povo  que dá esses doces vai pagar a conta do dentista depois? Porque se juntarmos a quantidade de doces que os pirralhos comem + a falta de vontade de escovar dentes que eles têm = cáries. E cárie em criança é praga, quem nem piolho.
Eu sou a favor de outro de lembracinhas “saudáveis” para crianças: brinquedinhos, livros, massinha de modelar, lápis de cor etc. Mas nada disso é tão barato como balinhas né?