Lendo romances

Whitesnake – Is This Love?

Eu comparo relacionamentos a livros: você conhece alguém e pronto! Começa a escrever a história.
Capítulo a capítulo, a vida dos dois vai se desenvolvendo entre parágrafos e vírgulas. Alguns acontecimentos são tão importantes que merecem um capítulo só pra si e, mesmo que no final da página haja um ponto, a história recomeça no capítulo seguinte até chegar ao momento do derradeiro ponto, aquele que precede o “The End”.
Há livros imensos e livros finos, mas a espessura é fato que não interfere na qualidade do enredo. E quando as histórias terminam, a gente fecha o livro e guarda-o na estante, onde ele se junta a tantos outros (ou nem tantos assim). Vez em quando a gente se lembra daquela história com certa nostalgia, pega o livro na estante e o relê todo ou só folheia algumas páginas. Depois de findada a saudade, recoloca-o de volta ao seu lugar.
E é aí que entra o ponto-chave da minha comparação. Algumas pessoas (por motivos diversos) têm uma recaída rápida pós-fim-de-namoro, o que seria como colocar um anexo num livro já pronto. Pra mim a coisa não funciona assim, livros não possuem anexos-pós-ponto-final. Se houver uma continuação da história, então ela será escrita em um outro volume.  Só que a gente sabe que nem sempre o volume 2 supera o 1.
Enfim, se o objetivo é começar a escrever um livro, que toda a inspiração, transpiração e empenho estejam contidos nele, até a última página. Porque não há sensação tão recompensadora quanto a de se terminar uma boa obra.

Chutar o balde é uma arte para poucos!

Pearl Jam – Even Flow

O momento que precede a mudança (quando ela ocorre por sua vontade) é sempre um misto de ansiedade, surpresa, coragem e covardia súbitas, medo e vontade de acabar logo com tudo (e a demora pra ver tudo acabado).
Falta muito pouco e qualquer coisa pode ser indicativa de alteração no rumo dos planos. Mas quer saber? A decisão está tomada e ponto.

Brasília

Violins – Manobrista de Homens

Brasília é uma cidade estranha… na verdade, acho que imponente é o termo mais apropriado. É isso: uma cidade imponente. Prédios e monumentos de formas e tamanhos impensáveis, cercados de nada por todos os lados e interligados por looongas e entediantes avenidas.
Apesar de sempre resmungar (“Essa cidade doida!” ) quando me perco naquele emaranhado de siglas, quadras e ruas que é a cidade, ainda tenho vontade de morar naquela terra. Não para ficar pra sempre. É só até entender o magnetismo que a cidade exerce sobre mim desde a primeira vez em que lá estive. Pena que, mesmo depois de já ter ido 4 vezes, não consegui visitar mais do que a Catedral.
:/