Dito e feito

Fagner – Deslizes

Perguntaram ao Dalai Lama:

– “O que mais te surpreende na humanidade?”

E ele respondeu:

– ” Os homens… porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer…e morrem como se nunca tivessem vivido”

Spoiler

New Edition – Is This The End?

Eu adivinho o final de muitas histórias, às vezes até as falas dos personagens. E nem é preciso participar delas. É que tantos enredos são parecidos. Tantas coisas se repetem quando o assunto é o ser humano. E do alto dos meus 24-quase-25-anos, eu me arrisco sim, a dar palpite em muita coisa.
Mas, em uma respectiva situação da minha vida, eu imaginava muita coisa, menos o que já aconteceu até agora. E olha que foram anos e anos tentando resolver, tentando esquecer, tentando digerir. Mas os fatos foram se encadeando, a situação tomou forma e caminhos próprios. Da minha história, já participam muitas pessoas. E tudo passou a ser surpresa, desde então. O que conto aqui é apenas parte da narrativa, um trecho intimista, meu monólogo.
Quer saber? Não sei como serão os outros capítulos, nem que rumo os personagens terão, muito menos quando será o “Happy End”. Mas é certo que o ponto final será meu epitáfio.

O medo é a moda desta triste temporada

Roberta Flack – Killing Me Softly

É verdade que sempre fui muito medrosa na minha vida. Um sem-número de vezes deixei de fazer algo só porque o medo me impedia, porque ficava imaginando que por isto ou aquilo as coisas não dariam certo, como se eu pudesse prever todas as situações possíveis, como se controlasse tudo. A vida me deu muitas rasteiras, me mostrou que não sei de nada, que mesmo as coisas mais absurdas acontecem nas horas mais impróprias, independente de quando ou como eu queira.
Sim, o medo é uma reação natural ao que pode trazer perigo à vida. Mas, o real perigo está em nos acostumarmos a fazer do medo uma companhia constante, pronta pra ser usada como arma engatilhada em qualquer situação. Nelson Mandela disse: “Não é valente o que não tem medo, mas sim o que sabe dominá-lo.” Então posso dizer que estou aprendendo a ser valente. Ou pelo menos tenho me jogado mais à vida, evitando o “não” e usando mais o “por que não?”. Evitando a vergonha e agindo mais de acordo com a minha vontade. E, até agora, os resultados têm sido positivos. 😉

Já tá acabando…

Richard Marx – Now And Forever

Eu não posso reclamar de 2007. Foi um ano cheio de surpresas boas. E olha que eu nem gosto de surpresas. Durante muito tempo desejei que várias coisas acontecessem e, durante esses 365 dias, muitas tornaram-se realidade. E, como as coisas só acabam quando terminam (já diz a música do Lenny Kravitz), o fim de ano me trouxe mais novidades ainda. Leva um tempo pra decodificar tudo. Mas essa é a parte mais fácil. Ou será que não?

As piores invenções humanas (Parte 1)

Heart – If Looks Could Kill

É difícil listar as piores invenções do bicho homem, mas uma delas que acho terrível é O VIZINHO. Qual foi o homem estúpido que inventou de morar bem ao lado do outro? Tudo bem, os homens primitivos já mantinham-se juntos como forma de proteção mútua aos perigos. Mas caramba, esse “perto” não precisava ser “bem ao lado”, “bem em frente”, “bem juntinho”.
Eu reclamo porque nunca tive sorte neste aspecto. É duro ter que aguentar seu vizinho da frente ouvindo música sertaneja na maior altura por cerca de 7 horas. E o vizinho do lado? Aquelas crianças não parecem estar correndo e gritando no quintal dele não, parecem estar é dentro do meu quarto. Quem é que dorme assim?
Por mim, moraria em uma ilha mas, para ser tão agraciada, só sendo rica como o Ivo Pitanguy, que tem a sua ilha particular. E até lá eu faço o quê? Acho que só torcer pra que todos eles se mudem pra… bem longe!

Vivendo e aprendendo

Ella Fitzgerald – Night And Day

A gente sai por aí, dizendo um monte de coisas, jurando que sabe exatamente o que sai de nossas bocas mas, muitas vezes, tudo é um engano.
Outro dia estava fazendo palavras cruzadas (adoro!) e com 5 letras pedia-se o sinônimo de “pessoa astuta“. Quebrei a cabeça pra tentar identificar um termo, mas nada cabia ali. Fui responder o resto, e já tinha 4 letras para a resposta: SONS. A resposta então só poderia ser SONSA, mas pensei comigo mesma: Sonsa é sinônimo de pessoa astuta? Desde quando? Esse negócio deve estar errado.” Mas era isso mesmo. Depois fui pegar o dicionário (vulgo “pai-dos-burros”) para conferir e lá constava:

Sonso – Dissimulado; manhoso, astuto.

Daí eu que fiquei pasma… quer dizer que a pessoa sonsa não é a pessoa lerda, pateta e sim, a pessoa esperta, dissimulada que se faz de boba? o.O
Eu devia era transformar o dicionário em livro de cabeceira.