O maior dos posts

Madonna – Like A Prayer

Tá…vez em quando eu sou uma pessoa falante mas, gosto muito de ouvir também.
O fato é que, quando uma pessoa me conta uma história, eu acabo interrompendo-a várias vezes pra fazer perguntas, de modo que eu possa entender melhor a própria história. Acho que as pessoas podem se irritar um pouco com isso.
Bem… eis uma história engraçadíssima que aconteceu com um amigo meu:

Ele : eu tenho uma experiência óooooooooooootima pra contaaaaaaaaaar! prepare os olhos
Eu: como se prepara os olhos? pondo colírio? 😛
Ele : foi esses dias
pra vc ler ora essa!
de novo
foi um dia desses, o turno havia terminado e eu pra variar estava cansado
mas eu tinha que buscar minha noiva 10:00 da noite
então eu saí às 6 horas e tinha que pegá-la às 10, havia um hiato entre nossos horários
Eu: que lindo…um hiato 😀
Ele : passei no Carrefour, pq eles têm um sanduíche de presunto parma fantástico
fui lá verifiquei, não estava lá essas coisas e fui calmamente ao banheiro
bom, eu faria o serviço e depois voltaria para comer
sabe como é… criar mais espaço para a nova remessa, entende né?
Eu: heheheheh você é muito poético com suas necessidades fisiológicas
olha que isso vai pro blog depois, hein?
Ele : entrei, o banheiro vazio
Eu: tô te interrompendo muito né? é que eu sou assim mesmo…liga não
Ele : esquenta não
entrei na sala do alívio
Eu: hahahahahaha
Ele : estava vazia, um silencio sepulcral
me dirigi ao assento com a calma de uma ninfa
Eu: hahahahahhahahaha ninfas não usam banheiro
Ele : arriei as calças com a leveza de um…
quer parar com isso!!!
Eu: tô só comentando..
Ele : TÁ BOM, BAIXEI AS CALÇAS E SENTEI NO TRONO
Eu: hahahhhaha
Ele : e fiquei lá um tempo bem tranqüilo
Eu: espera…era o número 2?
Ele : na verdade era um ½…nem tava com tanta vontade tava era com tempo. Foi aí que aconteceu
Eu: o q?
Ele : a porta abriu novamente e o barulho que se seguiu revelou a pressa do sujeito em chegar à privada toc, toc, toc, toc, toc, toc
Eu: toc toc? ele usava tamanco?
Ele : o cara abriu a porta da cabine quase em frente…
sei lá.  Cara, então começou…
escutei um: uuuuuuuuuuurrrrrrrrrr BBBBBBBRRRRRRRAAAAAAAAAAAAAAAA
BRAA, PLOC, PLOC, PLOC
Eu: minha nossa
Ele : entendeu?
Eu: ele tava com dor de barriga?
Ele : o negócio foi feiooooooooooo
creio que sim, eu pensei em falar alguma coisa, daí o cara ia passar mal de tanta vergonha
Eu: heheh não era um bom momento pra um diálogo
Ele : na verdade eu não ia sacanear
daí eu fiz a única coisa que eu poderia: fiquei na moita até o cara sair daí ele não passaria vergonha
correto?
Eu: ele não ia sair nunca
Ele : saiu rápido. só que na hora dele sair, entrou outro e cruzou com ele
o outro entrou noutra cabine e ele foi embora
demorei mais um pouquinho então finalmente terminei o serviço
dei descarga…
e nesse meio tempo o segundo cara já tinha usado o vaso e saído da cabine
então eu abri calmamente a porta
e…o que eu vejo?
Eu: não sei
Ele : UMA DONA, ATÉ BONITA, AJEITANDO A MAQUIAGEM!!!
Eu: :O vc tava no banheiro errado?
Ele : é isso mesmo!!!!!!!!!!!!!!!
Eu: hahahahahahhaahhahahahahhaha
Ele : o que fazer?????????????
Eu: ela te viu?
Ele : Não. Cara, eu fechei a porta e fiquei esperando ela sair… e o medo de quando eu sair outra entrar?
Eu: minha nossa..um círculo vicioso
Ele : e se alguém tivesse visto e um segurança tivesse me esperando
foi uma noite para se esquecer
Eu: mas como foi a saída?
Ele : saída simples, na cara dura
Eu: hehehehe
Ele : agora aprendi a verificar se o banheiro é masculino todas as vezes
Eu: 😀 qto tempo durou tudo isso?
Ele : uma eternidade
Eu: uma hora?
Ele : não foi muito tempo uns 15 minutos, mas foi louco

Obs: Nem precisa mencionar o fato de que manter o anonimato do meu amigo era de suma importância 😛

Beijus. Miliga.

Gabrielle – Fallen Angel

E depois de uns sete anos (quando houve um boom de celular entre todos os meus amigos) resolvi comprar o meu. O primeiro. Durante todo este tempo as pessoas me perguntavam:

-“Mas você não tem um celular por que?”

– Porque eu não preciso de um.

-“Você tem que ter um celular! Como é que as pessoas vão fazer pra te achar?

– E quem disse que eu quero ser achada?

Enfim, sempre tive milhões de motivos para não querer um. Mas, agora, não sei… achei que estava na hora. E fui, antes, escolher um modelo que atendesse às minhas exigências: barato, pré-pago, que fizesse ligações e mandasse mensagens de texto. Só. Encontrei um perfeito. Fui comprar.
Eu estava apreensiva desde o momento em que saí de casa. Enquanto estava na loja, segurando aquela coisinha pequena em minhas mãos, aquele troço estranho e indecifrável, eu sentia medo, quase um pânico. Não sabia mexer direito, era como se eu estivesse tentando aprender a andar. Eu só queria acabar com aquilo tudo logo. Minha amiga me dizia: “Não precisa ficar com medo, ele não morde”. 😛
Depois de algumas horas bisbilhotando o manual, conseguimos desvendar os mistérios dele. Hoje, 4 dias depois, estou me saindo bem, e já estou com a Síndrome do “vou olhar DE NOVO pra ver se alguém me mandou mensagem“. Típico. Acho que a fase seguinte é aquela de se acostumar tanto que você corre o risco de esquecer o celular no ônibus, na loja ou sei lá onde. Mas não estou com pressa pra isso. 🙂

And the nightmares rides on

Mandy Moore – Only Hope

Outro dia tive um sonho estranho: eu estava indo ao shopping à noite e, para adentrar o recinto, precisava atravessar o estacionamento. O problema é que havia um touro lá perseguindo as pessoas e não deixava ninguém passar. Às vezes ele sumia e eu corria até a metade do caminho mas, logo, o bicho reaparecia e eu acabava voltando. E, por duas vezes, ele veio em minha direção, numa delas chegou a quase 2 metros de distância. Me senti no meio de uma tourada (coisa que aliás detesto). Finalmente, houve um momento em que ele sumiu e corri, o mais rápido que pude, junto a um grupo de pessoas, para entrar. Aí o sonho acabou.

Foi estranho o pesadelo não ocorrer dentro do shopping, aquele antro-mor do capitalismo, onde eu poderia, sei lá, me endividar pelo resto da vida, estourando o limite do cartão de crédito (que por acaso eu nem tenho). Isso sim dá medo! A situação ruim, ao contrário aconteceu fora dele, onde havia um obstáculo que me impedia de chegar lá. O que o touro significaria neste sonho? Penso, logo desisto…

 

Ser ou não ser?

Neil Young – On The Way Home

Por que é que certas coisas só acontecem quando não as desejamos mais?
Você passa dias, meses sonhando com uma situação, torce desesperadamente para que dê certo. Mas a demora é tanta, que você desanima, esquece. Daí, num belo dia, pum! Aquilo cai do céu, bem na sua frente, exatamente (ou quase) do jeito que você queria. Só que… não parece ter mais graça. Não é mais a mesma coisa, sabe? E você fica pensando: eu devo vivenciar essa situação, apenas por saber que desejei isso por muito tempo? Ou devo deixar pra lá, porque agora busco outras coisas?

Enfim… o fato é que agora ando desejando muito uma certa coisa. Daqui a seis meses eu posso ter mudado de idéia. Ou não.