♫ Oasis – Little By Little

Do livro “100 escovadas antes de dormir” (Melissa Panarello):

“6 de julho de 2000 15h25

Quero amor, diário. Quero sentir o meu coração se derreter e quero ver as estalactites do meu gelo se quebrando e afundando no rio da paixão, da beleza.”


“8 de julho de 2000 8h30 da noite

Mas essa barulheira está me atormentando, sei que nessa noite alguém está vivendo mais que eu. E eu vou ficar dentro desse quarto ouvindo o som da vida, vou escutá-lo até que o sono me abrace.”


” 1º de março de 2002 23h20

(…) deitada na cama concentrada em observar uma mosca varejeira que batia contra a lâmpada do teto, produzindo um barulho chato. Pensei que as pessoas se jogam compulsivamente contra o mundo igual àquele animal estúpido: fazem barulho, confusão, dão voltas ao redor das coisas sem agarrar nada completamente; algumas vezes confundem um desejo com uma armadilha e caem mortas, apodrecendo sob o refletor azul dentro da jaula.”

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Brrrrrr…que gelado!

Descobri meu ponto de solidificação: 18ºC. Sério! Com essa temperatura sou o próprio bloco de gelo parado na rua. Sair de férias no inverno é isso aí.

Obs.: O único problema em revelar isso é que agora as pessoas já sabem que método usar para me torturar (e “confessar” coisas que eu nem fiz). 😛

“If you are what you eat, then I only want to eat the good stuff!*

♫ Savage Garden – Truly Medly Deeply

Há uma loja de doces que venho “namorando” há meses. Hoje, finalmente, encontrei coragem (coragem?) para entrar naquele “antro dos prazeres degustáveis”, “reino da sacarose”, mas também “Sodoma e Gomorra para diabéticos”. Mas, para mim, ela é um “sonho” (percebeu o trocadilho? hã? hã? ok…essa foi terrível 😦 ). Depois de me esbaldar gastando os meus trocados, veio um outro ataque súbito de impulsividade e comprei um álbum de figurinhas. Tema: o filme Ratatouille.

Tsc tsc…outra crise de Peter Pan.
Quanto tempo leva pra gente crescer???

* Frase do filme Ratatouille

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Controle nada remoto

Audioslave – I Am The Highway

Eu confesso, admito, que sou terrivelmente viciada em seriados e que passei, nos últimos dias, um bom tempo em frente à tv assistindo à maratona de 4 horas de Friends, vendo Gilmore Girls, Melrose Place, Barrados no Baile e outras velharias e também a trilogia de “O Poderoso Chefão” (fantástico!), sem contar, claro, os programas de videoclipes musicais. Depois de muito tempo longe das “garras” da tv, resolvi ter uma overdose.
Eu sinto que, se tivesse tv a cabo em casa e morasse sozinha, passaria meses sem contato com os outros seres da espécie e, só seria encontrada, depois que arrombassem a porta da minha casa. Eu estaria numa sala fedorenta, cheia de caixas de comida congelada ou comida entregue por sistema delivery e estaria sentada em um sofá (que, depois de tanto tempo, já teria o formato exato do meu corpo), provavelmente coberta por algum tipo de musgo – porque passaria muitos dias sem tomar banho. Eca. No entanto, assistiria a todos os seriados, alguns documentários, centenas de videoclipes e muitos filmes.
Sabe qual é o meu problema? Não sei definir limites para as coisas que me agradam. Somando isso à inércia de atividade cerebral que a tv causa, o resultado seria um perigo.
Dá pra imaginar?

 

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Nem tudo são flores…

Ainda não sei de onde vem uma vontade louca de me sentar num camarote e assistir, de um ângulo privilegiado, o circo pegar fogo, as pessoas desesperadas, sem saber o que fazer, correndo como baratas tontas, e eu lá, rindo de tudo o que acontece.

Tsc tsc, coisa mais feia da minha parte. Eu devia me envergonhar disso. ¬¬

Untitled

Mars Volta – The Widow

Escuro e frio…a ainda desnorteada percepção acusa aos meus sentidos que me encontro em meio aos meus piores medos. Já erguida, cedo ao instinto de fuga. À minha frente, os labirintos se convergem no ponto alto da torre. Toda a corrida, todo o esforço trouxe-me a felicidade de encontrar-me numa masmorra, espaços limitados, perceptíveis, como há muito eu não via. Sorrio ao ver dolorosamente a claridade à minha frente, agora posso observar a gigantesca distância que me afasta do que anseio e visualizo o mundo em quadrinhos coloridos, em formas substanciais, em movimentos infindos. O sol se pondo do outro lado da janela, sinto meu corpo se resfriando…*

* ainda incompleto.