♪ Lifehouse – Hanging By A Moment

Essa noite a “amiga” Insônia me fez uma visita e veio acompanhada da Tristeza (eu nem sabia que as duas se conheciam). Já entraram no quarto, sentaram-se na cama e começaram a falar de assuntos diversos, os quais eu conhecia bem. Eu não participei do diálogo e, por vezes, me vi distraída, pensando no que eu poderia estar fazendo se elas não estivessem ali. Mas, volta e meia, alguma palavra ou risada de uma das duas voltava meus olhos e meus pensamentos para aquela conversa animada. Tristeza gosta sempre de lembrar velhas histórias e falar de pessoas que não estão presentes e, Insônia, ouve tudo atentamente, saboreando cada acontecimento, o que faz delas, uma dupla dinâmica (“a que tudo fala” e “a que tudo ouve”). E eu? Eu sou apenas “a que tudo vê”.
Será que se eu fechar os olhos e desejar, ardentemente, elas desaparecerão instantaneamente da minha frente? Tentar não custa nada, embora eu saiba que, no fim, vou mesmo é manter a luz acesa e despejar uma torrente de palavras no papel branco à minha frente, esperando que, no fim, ele não fique molhado, já que será difícil distinguir as letras depois.