♫ Smashing Pumpkins – The Boy
Acho que são poucas as pessoas que tem certeza, desde crianças, da profissão que vão exercer. O restante, fica em dúvida durante anos. Tive muitas fases com opções profissionais bem diversificadas:
Veterinária – Sempre gostei de bichos, de ver, pegar, cuidar. Mas parava por aí porque operar seria demais. Não consigo cortar um ser vivo ou lhe causar dor mesmo que seja para manter sua sobrevivência. Dar vacina anti-rábica já era uma tortura para os meus gatos… imagina pra mim.
Aeromoça (ou Comissária de Bordo/ Vôo) – Existe um charme nessa profissão, as mulheres são sempre simpáticas, elegantes, solícitas; viajam para todos os lugares, conhecem muitas pessoas. Parece tudo ótimo, mas sempre tem um “porém”: em caso de acidente, elas devem agir como os bombeiros, que pensam sempre em salvar a vida dos outros antes da sua. Em caso de acidente, a única coisa que eu consigo pensar é sair correndo e só.
Locutora de aeroporto – Ainda dentro da minha obsessão por aeroportos, essa profissão seria divertida. Só preciso de umas aulas com um fonoaudiólogo e mais uns anos no Inglês.
Patinadora do Carrefour – Sim, já quis isso, mas aos 8 anos de idade. Achava o máximo uma pessoa trabalhar sobre rodinhas, ainda mais naqueles patins de “botinha branca”, meu sonho de consumo na época.
Médica-legista – Ao contrário de outras pessoas, não tenho ojeriza por cadáveres e não teria problema em abri-los porque sei que não sentem mais dor alguma. Mas só de pensar em tantos anos estudando os nomes das milhões de coisas que temos em nosso corpo, desanimei.
Detetive Particular – Depois de ver “O Silêncio dos Inocentes” investigar coisas se tornou o meu objetivo de vida mas, em geral, esses detetives trabalham apenas com casos de infidelidade. Eu queria um pouco mais do que isso.
Astronauta - O fascínio da profissão é auto-explicativo e todo mundo entende. Mas, na época, li em algum lugar que mulheres não poderiam ter esta profissão. Desilusão total.