♫ George Michael – One More Try
Sempre achei a “coincidência” algo instigante demais. Já parou pra pensar em quantas coisas precisam acontecer para você, por exemplo, encontrar “coincidentemente” aquele amigo na rua? Pois então pense, através de uns exemplos da minha vida:
Aconteceu um caso engraçado comigo. Estava em Copacabana, deitada na areia, tomando sol, tranquila da vida, daí vejo passar uns dois metros à frente, um amigo meu aqui da minha cidade, que não via há tempos, eu nem sabia que ele estava no Rio. Na hora, fiquei tão surpresa que até esqueci o nome dele e não pude chamá-lo pra bater papo. Mas olhei as horas pra me lembrar de contar depois que o tinha visto. Dali a meia hora, eu ainda deitada na areia, ouço umas vozes se aproximando, olhei pra cima e era o meu amigo voltando! Só que dessa vez, passou bem do meu lado, quando olhei pra cima, ele olhou pra baixo e fizemos aquela cara de “Você!!! Aqui???”.
Agora observe os detalhes, note como foi o encontro: ele estava como turista no Rio, que é uma cidade bem grande, com milhões de lugares pra visitar mas, naquele momento, estávamos na mesma praia, mesmo assim, ele poderia estar em outro ponto, ou andando no calçadão, mas não, primeiro ele passa bem na minha frente (se eu estivesse olhando para outra direção nem o teria visto), depois ele volta passando justamente ao meu lado. Ele poderia ter seguido para Ipanema ou ter voltado por outra rua do bairro e, nesse caso, não nos veríamos, só que foi bem próximo a mim e nos olhamos no mesmo instante. Entretanto, aqui na nossa cidade, nunca nos encontramos assim. Quando nos falamos pelo msn eu sempre brinco: “E aí? Vamos marcar um encontro em Copacabana de novo?”
Outro caso foi assim: eu estava saindo da faculdade e indo com mais duas amigas (Lu e Gi) pra casa de uma delas (a Lu). Paramos na calçada esperando o sinal fechar para atravessar a rua. Neste exato instante, o pai da Gi, que é caminhoneiro, passa pela rua no caminhão dele e a vê ali. A Gi, claro, ficou morrendo de medo de levar bronca em casa porque ele não sabia que ela estaria ali, pois àquela hora deveria estar em casa.
Mas vamos analisar a situação: oras, ele é um caminhoneiro, pense em quantos lugares do Brasil ele poderia estar naquele momento, em milhares de outras estradas, ou mesmo em qualquer outra avenida da cidade. Mas ele estava passando na rua, justamente no instante em que a filha estava ali. E ele poderia também ter passado horas antes, ou minutos depois, que seja, e assim, não teria visto a Gi. Mas ele passou no exato minuto em que estávamos ali.
Quem explica essas coisas?