Palhaçada pouca é bobagem

♫ Paul McCartney – Hope of Deliverance

palhaco-brasil

Outro dia  soube que um conhecido está fazendo um curso de teatro para se tornar palhaço. Não sei, achei desnecessário, porque brasileiro, quando nasce, já ganha, na maternidade,  uma bola vermelha para usar no nariz.

Ou é isso ou é aquilo que dizia a frase-tema do disco de uma banda chamada Virna Lisi: “Se desce a lona vira circo, se cerca vira hospício”. De louco e de palhaço todo brasileiro tem um pouco.

If wishes came true…

♫ Michael Bublé – Home

Quantas vezes não dizemos a frase: “Podiam inventar isso….” ou “Podia existir aquilo…”. Estamos sempre esperando que façam alguma coisa que facilite nossas vidas. Mas não quero abordar exatamente o nosso marasmo ou falta de iniciativa. Quero falar de alguns desses desejos que se realizaram.

Quando estava na escola, eu gostava bastante de ler, mas cansei de ouvir colegas dizendo: “Podiam lançar livros que a gente ouvisse ao invés de ler.” Era engraçado imaginar isso. Ouvir uma fita (sou da época da fita cassete) ou um cd com alguém contando a história de um livro. Qual não foi minha surpresa ao entrar no site de uma livraria famosa e dar de cara com o tal do “Audiolivro”! Que coisa louca! Não sei se eu seria uma adepta dessa inovação, acho que a narração traz uma entonação e um tempo diferente do que a gente tem quando lê. Mas acho válido, para quem tem pouco tempo para a leitura.

Outra situação: por morar numa cidade quente à beça e viver à base de filtro bloqueador solar (que aliás, custa caro para um produto de uso contínuo) eu ficava pensando: acho que o governo devia distribuir gratuitamente filtro solar à população, assim como faz com camisinha, pílula anticoncepcional entre outros, afinal, essa distribuição sai mais barata aos cofres públicos do que o tratamento das pessoas com câncer de pele. E foi um espanto ler essa notícia: Projeto prevê distribuição gratuita de protetores solares para o combate ao câncer de pele . Espero ainda estar viva para ver isso acontecer.