♫ Mallu Magalhães- J1
Ano passado estive em um velório/enterro de uma colega de serviço que teve complicações depois de uma cirurgia. Eu tinha pouco contato com ela, mas sempre que a morte ronda alguém que faz parte do meu dia-a-dia, eu fico pensando as mesmas coisas:
“O que eu faria se tivesse acontecido com alguém da minha família?”
Isso é o que mais me dá medo, eu sei que ficaria tão abalada que não saberia fazer nada, nem pra quem ligar, onde ir ou o que assinar. Sei que deveria tomar parte das coisas que acontecem dentro de casa, saber de tudo o que se possa saber, para facilitar estes momentos difíceis. Ainda não sei porque não o faço.
“A vida é tão curta, e a gente se preocupa com tantas bobagens“
A gente deixa de fazer tantas coisas por vergonha, medo de engordar, de pagar mico, de ser criticado. Quantas vezes não se poderia falar alguma bobagem, dar uma risada gostosa ou dar declarações espontâneas de afeto aos amigos, mas o “bom-senso” nos tolhe?
“Nunca mais vou ver ou falar com essa pessoa“
Sim, é uma coisa óbvia, mas demora até a ficha cair. Riscar o telefone do falecido na sua agenda sabendo que não vai mais poder ligar é a primeira atitude que me faz entender a gravidade da situação.