♫ Nenhum de Nós – Camila, Camila
No teto do meu quarto há um porção de estrelinhas e planetas fluorescentes. É o começo de uma composição do sistema solar para brilhar e me distrair nas noites de insônia. Exceto pela ironia de que sou míope e que não consigo distinguir bem a imagem desse “céu particular”, adoro a sensação de ter essa “companhia espacial”, já que não dá pra passar a noite dormindo no telhado, para ver estrelas de verdade. (Não dá pelo fato de que já não tenho mais a idade e toda a disposição necessária para essas “façanhas acrobáticas”).
Desde pequena já gostava de estrelas e tentei, muitas vezes, achar o Cruzeiro do Sul no céu. Aliás, quaisquer 5 estrelas juntas já eram, pra mim, essa constelação. Tive até uma fase de querer-ser-astronauta-quando-crescesse, mas li em algum lugar que mulheres não podiam ter essa profissão e deixei a idéia de lado. Depois de adulta, ouvi a famosa frase: “Quando olhamos para o céu estamos olhando para o passado“, e passei a olhar para cima de outra forma, imaginando quantas daquelas estrelas nem existem mais e, no entanto, elas ainda “estão ali”. Coisa louca isso.
