♫ Whitesnake – Is This Love?
Eu comparo relacionamentos a livros: você conhece alguém e pronto! Começa a escrever a história.
Capítulo a capítulo, a vida dos dois vai se desenvolvendo entre parágrafos, vírgulas e pontos. Alguns acontecimentos são tão importantes que merecem um capítulo só pra si e, mesmo que no final da página haja um ponto, a história recomeça no capítulo seguinte até chegar ao momento do derradeiro ponto, aquele que precede o “The End”.
Há livros imensos e livros finos, mas a espessura é fato que não interfere na qualidade do enredo. E quando as histórias terminam, a gente fecha o livro e guarda-o na estante, onde ele se junta a tantos outros (ou nem tantos assim). Vez em quando a gente se lembra daquela história com certa nostalgia, pega o livro na estante e o relê todo ou só folheia algumas páginas. Depois de findada a saudade, recoloca-o de volta ao seu lugar.
E é aí que entra o ponto-chave da minha comparação. Algumas pessoas (por motivos diversos) têm uma recaída rápida pós-fim-de-namoro, o que seria como colocar um anexo num livro já pronto. Pra mim a coisa não funciona assim, livros não possuem anexos-pós-ponto-final. Se houver uma continuação da história, então ela será escrita em um outro volume. Só que a gente sabe que nem sempre o volume 2 supera o 1.
Enfim, se o objetivo é começar a escrever um livro, que toda a inspiração, transpiração e empenho estejam contidos nele, até a última página. Porque não há sensação tão recompensadora quanto a de se terminar uma boa obra.